Esta notícia já é velhinha (duas semanas) mas como não tenho feito podcasts por razões pessoais, cá vai:
Saiba como funcionários passaram a perna ao Casino de Espinho
Este é um caso de simples fraude, mas o que quero ressalvar aqui é os cargos que estes homens ocupavam: diretor substituto e adjunto de chefe de sala. Note-se que apesar dos qualificativos que denotam subalternidade, a verdade é que isso não os impede de ter plenas funções como diretor e chefe de sala, respectivamente (são as pessoas que exercem as funções referidas quando os titulares efetivos dos cargos estão de folga, de férias, ou apenas num turno diferente).
A tentação está sempre presente no casino, um meio em que o dinheiro muda de mãos com muita facilidade. Nem os altos cargos estão imunes. Lembro-me que há um ou dois anos um dos chefes de sala do Casino de Lisboa foi também apanhado em atividades ilícitas. Para muitos profissionais do jogo, as fichas, os vouchers, as máquinas e até as próprias notas são apenas instrumentos de trabalho, em que é preciso lembrar que cores entregar, quantos sacos abrir, meras operações contabilísticas. Nalguns, a natureza humana leva a melhor. É pena.
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